Chegamos ao 39º Intercolegial. Uma edição que foi obrigada a fazer grandes ajustes por causa da pandemia, limitando esportes, reduzindo tempo de realização e estabelecendo  regras sanitárias. Vamos com o vôlei, handebol, vôlei de praia, basquete 3x3, skate e xadrez, com jogos de outubro a dezembro e para 39 anos de competições sem qualquer interrupção, pois estamos contando com 2020, quando realizamos apenas o Xadrez Online pela primeira vez, com a vitória da equipe do Dr. Sócrates.

Uma história que o pessoal do esporte estudantil em todo o Brasil conhece bem.  Tudo começou em 1982, quando a editoria dos Jornais de Bairro buscava uma promoção popular para acompanhar seu lançamento nas edições de O Globo. O Departamento de Promoções do jornal, comandado por Péricles de Barros, foi o responsável por elaborar esse projeto. A ideia de uma competição estudantil esportiva, com vários esportes olímpicos, criada por Roberto Garofalo e José Sebastião, foi aprovada, junto com outro evento esportivo, o Campeonato de Vôlei de Rua. Em 1983, as duas estavam no ar com o Vôlei de Rua no primeiro semestre e o Intercolegial no segundo. Durante cinco anos caminharam juntos até que em 1988, o Intercolegial passou a ocupar os dois semestres e se tornou a grande promoção esportiva dos Jornais de Bairro. Apesar dos seus 39 anos, o recorde de participação continua em poder da primeira edição da competição, em 1983, quando 472 colégios confirmaram inscrição. Na oportunidade, os jogos eram realizados de segunda a domingo. Hoje, apenas aos sábados e domingos.

Vôlei e Handebol continuam sendo os esportes registrados em todas as edições. Do grupo de esportes que forma a programação de 2021, o Xadrez teve um período de 1983 a 1988 e depois retornou em 2007, o Vôlei de Praia surgiu em 2007, o  Basquete 3x3 fez sua estreia em 2008 e o Skate entra em seu quinto ano na competição, aumentando a participação de alunos a cada ano.

Nunca é demais afirmar que o Intercolegial é considerado o maior evento estudantil do Brasil e que tem orgulho de registrar que surgiram em seus ginásios, piscinas e pistas de atletismo nomes internacionais como Ana Richa (Colégio Souza Leão), Luiz Lima (Colégio Princesa Isabel), Virna (Colégio MV1), Bruno Laport Brandão (Colégio Gonçalves Dias, de Nova Iguaçu), o líbero Mário Júnior (Colégio MV1) da seleção brasileira de vôlei e a eterna musa Patrícia Amorim (Colégio Rio de Janeiro), o nadador Matheus Santana, aluno do Colégio Legrand, de Botafogo, especialista nos 50 e 100 metros livres e o consagrado mesatenista olímpico Hugo Calderano, no Colégio Santo Inácio.